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Uso pedagógico do blog – o Edublog

José Carlos Antonio

Cinco anos atrás eu escrevi um artigo intitulado Blogs, Flogs e a inclusão websocial. Na época, o foco do artigo consistia em mostrar que estava nascendo uma forma de inclusão social na Web, a que eu chamei de "inclusão websocial", em que usuários sem conhecimentos da linguagem HTML e de outras linguagens de criação de páginas para a Web podiam começar a criar seus sites e, assim, conquistar seu espaço de autoria na Web por meio dos blogs, dos flogs e de outras ferramentas que então estavam despontando na rede (inclusive o Orkut).

Naquela época, os blogs eram vistos por muitos professores como "coisa de adolescente", pois os blogs nasceram com a inspiração de serem "diários digitais" e, além disso, a maioria dos blogs brasileiros tinha de fato esse formato, pois eram blogs criados por adolescentes e que tinham como público alvo outros adolescentes.

O fato é que os adolescentes saíram na frente e criaram seus blogs, tornam-se autores e ocuparam seu espaço na Web, enquanto os professores, em sua maioria, ainda discutiam se valia ou não a pena usar novas tecnologias na educação.

O tempo passou. Cinco anos, na história da Web, é um tempo imenso! De 2004 para cá, os blogs brasileiros caíram também no gosto de muitos "adultos". Jornalistas, profissionais liberais, donas de casa e (vejam só!) até mesmo professores começaram a ocupar cada vez mais a blogosfera.

Hoje em dia eu creio que seja bobagem discutir a utilidade das TIC na educação, ou explicar o que é um blog, mas talvez ainda seja tempo de falar um pouco sobre o uso pedagógico dos blogs, principalmente tendo em vista que a cada dia mais e mais professores ingressam nesse incrível mundo da publicação e da autoria.

Apesar de sua origem com formato e pretensão de diário", o blog é, na verdade, um site. Ter um blog ou ter um site é a mesma coisa se o objetivo for possuir um endereço na Internet onde se possam publicar materiais diversos. A única diferença é que um site, no sentido original do termo, é um espaço que requer a criação não apenas de conteúdo, mas também de layouts, programações em HTML, CSS, javascript, PHP, SQL e outras linguagens usadas na Internet.

O blog, no entanto, oferece toda essa programação, o layout, as ferramentas de divulgação e até mesmo seu endereço na Web prontos, de forma que aos seus donos cabe apenas prover o conteúdo. E é aí que está o "X" da questão!

Para que um blog sobreviva na blogosfera e cumpra seu papel como espaço de publicação e autoria, ele precisa ter pelo menos quatro requisitos básicos:

 

1. Possuir um objetivo claro

2. Visar a um público específico

3. Possuir conteúdo útil para o público visado

4. Ser atualizado frequentemente

     Em outras palavras, criar um blog é fácil; criar um blog útil é um pouco mais difícil. Criar um blog útil e mantê-lo útil ao longo  do tempo é ainda mais difícil e trabalhoso, mas é muito compensador se o objetivo que você escolheu estiver sendo atingido ao longo da vida do seu blog. 

   Os blogs são ferramentas Web 2.0 disponíveis gratuitamente na rede e oferecidas por muitas empresas. Para criar seu blog você pode usar qualquer uma dessas empresas. O processo de criação dura cerca de cinco minutos e requer apenas uma meia dúzia de cliques no mouse. Veja no final do artigo alguns links de empresas que oferecem blogs e hospedagem gratuita para eles.

   Alguns exemplos de uso pedagógico para blogs são listados abaixo e não esgotam nem de longe as possibilidades, mas podem ajudar os iniciantes a descobrirem alguma utilidade para o seu blog:

   Blog de conteúdo curricular: muitos professores usam seus blogs para publicar os conteúdos curriculares de suas aulas e assim permitirem que seus alunos os consultem pela Internet. Com isso, os alunos podem acessar textos, filmes, músicas, simulações, animações e outros materiais usados em classe ou sugeridos como materiais extras;

   Blog de apoio às atividades de classe: os blogs podem servir como meios auxiliares para propor tarefas ou para receber tarefas. Por exemplo, você pode publicar uma poesia e pedir aos seus alunos que comentem a poesia, como faria em sala de aula com textos impressos. A única diferença é que esses comentários ficam publicados no seu blog;

   Blog de registro de projeto:
você pode usar blogs para registrar o andamento de um projeto. Além de você, os alunos que participam do projeto também podem escrever no blog (ou por meio de comentários ou diretamente, publicando textos eles mesmos, sob sua supervisão). Imagine, por exemplo, que sua escola participe de um projeto de reciclagem. Todas as atividades do projeto, desde as reuniões iniciais até o os resultados finais, podem ser documentadas de forma bem rica (com imagens, textos, filmes, depoimentos gravados, etc.) no blog;

   Blog institucional da escola:
uma escola pode (e realmente deve) possuir um site ou um blog (que é bem mais simples de criar e manter do que um site) onde publique notícias, eventos, avisos, comunicados, horários, dados dos professores e da escola etc., a fim de facilitar sua comunicação com a comunidade. Muitas escolas já possuem blogs e os utilizam como uma forma de prestar contas à comunidade e de informar melhor suas ações;

   Blog de uma disciplina:
como a atualização de um blog requer que seu autor (ou autores) publique novas matérias regularmente, em algumas escolas os professores de uma dada disciplina se unem e mantêm um blog para a disciplina toda. Nesse blog se podem publicar dicas para os alunos, materiais extras, datas de provas, provas resolvidas, listas de exercícios etc., e os alunos podem compartilhar materiais de diversos professores sobre um mesmo assunto. 

É claro que um único blog pode servir para várias dessas finalidades (e outras ainda), mas tenha em mente que quanto mais "confuso e desfocado" for o seu blog, mais dificilmente ele será útil ou despertará a atenção do seu público alvo.

Professores que possuem blogs afirmam que isso facilita seu trabalho, pois com o blog eles podem:

• fornecer e armazenar materiais de consulta para os alunos;

• criar atividades que os alunos possam acessar de suas casas e entregar via Internet;

• criar bibliotecas de atividades e materiais que ficam disponíveis de um ano para outro, poupando espaço e recursos;

• divulgar o seu trabalho e torná-lo transparente para os pais dos alunos e para a comunidade toda;

• interagir com outros professores de sua área e trocar informações, links, materiais, atividades etc.;

• melhorar seu relacionamento com os alunos e fornecer a eles maior possibilidade de acesso ao professor. 

Uma dica final, e bastante interessante, é criar um blog para a escola e colocar nele os links para os blogs dos professores e alunos da escola, criando assim uma forma simplifica de comunidade virtual e explorando com isso diversas novas possibilidades de interação e participação colaborativa. 

* Autor do blog Professor Digital, de onde foi retirado este artigo, e formador do Aula Fundação Telefônica: EducaRede e Pró-Menino, projeto que beneficia escolas públicas paulistas com doação de laptops, acesso à Internet e formação presencial e a distância para professores.

30/10/2009

APRENDA COM ELES E ENSINE MELHOR

Conhecer a produção dos grandes pensadores ajuda a aprimorar o trabalho em classe e a crescer na profissão.

D. Pellegrini

Quando você observa seus alunos e avalia quando cada um já sabe, antes de introduzir um novo conceito em sala de aula, está colocando em prática, mesmo sem se dar conta, as idéias de vários pesquisadores. Muitas atitudes que parecem apenas bom senso foram, ao longo dos anos, objeto de estudos de gente como Emília Ferreira, Celéstin Freinet, Paulo Freire, Howard Gardner, Jean Piaget e Lev Vygostsky. Apesar de seus trabalhos não coincidirem em muitos aspectos, em outros tantos eles se complementam. "Todos partem do princípio de que é preciso compreender a ação do sujeito no processo de aquisição do conhecimento", sintetiza a pedagoga Maria Tereza Perez Soares, uma das coordenadoras gerais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de 1ª a 8ª série.


A vida e o trabalho desses seis pensadores foram os temas mais lembrados por nossos leitores em cartas e e-mails enviados à redação como resposta à pergunta: "Qual reportagem você leu em NOVA ESCOLA, não esquece e gostaria de ver republicada?" A resposta está nas próximas páginas. Você vai (re)ver aqui as principais idéias difundidas por eles, com uma novidade: quais são os erros de interpretação mais comuns em nosso país.


Tantos professores estão interessados nos aspectos teóricos da profissão por vários motivos. Em primeiro lugar, por sua atualidade. Todas essas idéias estão reunidas nos PCN. Além disso, já se foi o tempo em que uma corrente de pensamento era eleita a preferida (tal qual moda), enquanto as demais eram simplesmente esquecidas.


Prova disso é o recente sucesso da teoria das inteligências múltiplas, de Gardner. Muito festejada, ela foi adotada por algumas escolas - que não deixaram de lado os ensinamentos em que se baseavam até então. "Ninguém pode se valer de apenas um teórico" acredita Kátia Smole, coordenadora do Mathema, equipe de formação e pesquisa na área de Matemática. "Conhecer os estudiosos da educação e o processo de aprendizagem dos alunos sempre ajuda o professor a refletir sobre sua prática e compreender as políticas públicas" completa Maria Tereza.


Emilia Ferreiro
Psicolingüista argentina, doutorou-se pela Universidade de Genebra, orientada por Jean Piaget. Inovou ao utilizar a teoria do mestre para investigar um campo que não tinha sido objeto de estudo piagetiano. Aos 62 anos, é pesquisadora do Instituto Politécnico Nacional, no México.


O que ficou
As crianças chegam à escola sabendo várias coisas sobre a língua. É preciso avaliá-las para determinar estratégias para sua alfabetização.


Um alerta
Apesar de a criança construir seu próprio conhecimento, no que se refere à alfabetização, cabe a você, professor, organizar atividades que favoreçam a reflexão sobre a escrita.


A vanguarda na alfabetização
A rede estadual do Ceará mantinha, até 1996, classes de alfabetização. Anteriores ao Ensino Fundamental, elas retinham crianças por anos a fio fora do ensino regular porque não conseguiam aprender a ler e escrever. A rede cearense é hoje organizada em ciclos, o que permite aos alunos se alfabetizar ao longo dos anos. Com uma proposta calcada nas idéias de Jean Piaget, Lev Vygotsky e Paulo Freire, as escolas estaduais cearenses têm, no que se refere especificamente à alfabetização, a psicolingüísta argentina Emilia Ferreiro como referência básica. "Respeitamos o nível de desenvolvimento dos estudantes, verificando em primeiro lugar em que altura do processo de leitura e da escrita eles estão", conta Lindalva Pereira Carmo, responsável pela Coordenadoria de Desenvolvimento Técnico e Pedagógico do Estado.


Diagnosticar quanto os alunos já sabem antes de iniciar o processo de alfabetização é um preceito básico do livro "Psicogênese da Língua Escrita", que Emilia escreveu com Ana Teberosky em 1979. A obra, um marco na área, mostra que as crianças não chegam à escola vazia, sem saber nada sobre a língua. De acordo com a teoria, toda criança passa por quatro fases até que esteja alfabetizada:

Pré-silábica: não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada;
Silábica: interpreta a letra à sua maneira; atribuindo valor de sílaba a cada letra;
Silábico-alfabética: mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas;
Alfabética: domina, enfim, o valor das letras e sílabas.

Hoje, o conhecimento sobre esse processo continua avançando. "Analisar que representações sobre a escrita o estudante tem é importante para o professor saber como agir", afirma Telma Weisz, consultora do Ministério da Educação e autora de tese de doutorado orientada por Emilia Ferreiro. "Não é porque o aluno participa de forma direta da contrução do seu conhecimento que o professor não precisa ensiná-lo", ressalta. Ou seja, cabe a você organizar atividades que favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando que ela aprende.


"Apesar de ter proporcionado aos educadores uma nova maneira de analisar a aprendizagem da língua escrita, o trabalho da pesquisadora argentina não dá indicações de como produzir ensino", avisa a educadora Telma. Definitivamente, não existe o "método Emilia Ferreiro", com passos predeterminados, como muitos ainda possam pensar. Os professores têm à disposição uma metodologia de ensino da língua escrita coerente com as mudanças apontadas pela psicolingüísta, produzida por educadores de vários países.

"Essa metodologia é estruturada em torno de princípios que organizam a prática do professor", explica Telma. O fato de a criança aprender a ler e escrever lendo e escrevendo, mesmo sem saber fazer isso, é um desses princípios. Nas escolas verdadeiramente construtivistas, os alunos se alfabetizam participando de práticas sociais de leitura e escrita. A referência de texto não é mais uma cartilha, com frases sem sentido.

No Ceará, por exemplo, os estudantes aprendem a ler em rótulos de produtos, propagandas e bulas de remédio, além de ter à disposição muitos livros. "Com a implantação dos ciclos, os professores de todas as séries passam a ser responsáveis pelo processo de aquisição da leitura e da escrita", completa Lindalva.


Quer saber mais?
A Produção de Notações na Criança, Hermine Sinclair, 184 págs., Ed. Cortez, esgotado, (ver em bibliotecas) Cultura Escrita e Educação, Emilia Ferreiro, 179 págs., Ed. Artmed, tel. (0_ _51) 330-3444, 24 reais.
Psicogênese da Língua Escrita, Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, 300 págs., Ed. Artmed, R$33


Célestin Freinet
Nascido em 1896 em Gars, um vilarejo ao sul da França, o professor primário não chegou a concluir seus estudos na Escola Normal de Nice. Com o início da 1ª Guerra, alistou-se e participou dos combates. Em 1920, iniciou a carreira docente, construindo os princípios de sua prática. A educação, a seu ver, deveria proporcionar ao aluno a realização de um trabalho real. Faleceu em 1966.


O que ficou
Ninguém avança sozinho em sua aprendizagem. A cooperação é fundamental.


Um alerta
Levar a turma a aulas-passeio não faz do professor um praticante da pedagogia de Freinet. É preciso considerar a realidade em que os alunos estão inseridos.


Uma escola ativa e cooperativa
Jornal escolar, troca de correspondências, cantinhos pedagógicos, trabalhos em grupo, aulas-passeio. Práticas atuais, presentes em muitas escolas, elas nada mais são do que idéias defendidas e aplicadas pelo educador Célestin Freinet desde os anos 20 do século passado, na França. "Ele propunha uma mudança da escola, que considerava teórica, desligada da vida", explica Marisa Del Cioppo Elias, professora do Departamento de Tecnologia da Educação da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. "Sua sala de aula era prazerosa e bastante ativa. O trabalho é o grande motor de sua pedagogia".

As práticas de ensino propostas por Freinet são fruto de suas investigações a respeito da maneira de pensar da criança e de como ela construía o conhecimento. Ele observava muito seus alunos para perceber onde tinha de intervir e como despertar neles a vontade de aprender. O educador compreendia que a aprendizagem se dá pelo tateio experimental. "Quando a criança faz um experimento e dá certo, a tendência é que repita aquele procedimento e vá avançando", descreve Marisa. Mas, de acordo com Freinet, ela não avança sozinha. Tanto é assim, que a cooperação está entre os pontos fundamentais de sua pedagogia.

A interação entre o mestre e o estudante também é essencial para a aprendizagem. O professor consegue essa sintonia levando em consideração o conhecimento das crianças, fruto de seu meio. Para Rosa Maria Whitaker Sampaio, coordenadora do Núcleo Freinet Cidade de São Paulo, estar em contato com a realidade em que vivem os alunos é fundamental. "Professores que levam sua turma a aulas-passeio e organizam sua sala em cantinhos, mas que ignoram aspectos sociais e políticos ao redor da escola, não estão de acordo com o que propunha o educador".

Na Escola Freinet de Natal, as idéias do mestre francês são a essência do projeto pedagógico. "A escola traz o que está fora para dentro e procura dar sentido a todo o trabalho realizado aqui por meio dessa relação de aplicabilidade na vida", afirma Cláudia Santa Rosa, fundadora e diretora da instituição até o final do ano passado. Para Freinet, aproximando as crianças dos conhecimentos da comunidade, elas podem transformá-los, e assim, modificar a sociedade em que vivem. Esse é um trabalho de cidadania, de democratização do ensino. "Sua pedagogia traz embutida uma preocupação com a formação de um ser social que atua no presente", avalia Cláudia.

A Escola Freinet é mantida por uma cooperativa de professores, bem ao gosto do mestre francês, sem ser radical. "Buscamos respaldo em outras teorias, como as de Piaget e Vygotsky", avisa a diretora. "O próprio Freinet dizia que o educador deve ter a sensibilidade de atualizar sua prática e isso, aliás, é o que faz com que ele ainda seja moderno".

Na escola de Natal, as turmas desenvolvem atividades coletivas, em grupo e individuais. "Cada aluno cria seu plano de trabalho, escolhendo entre as possibilidades apresentadas pelo professor", conta. Alguns pesquisam em livros, outros produzem textos, desenham ou pintam nos vários cantinhos da sala. "Nesse momento, há uma relação estreita com a teoria das inteligências múltiplas", destaca Cláudia. "No final, todos socializam o que foi produzido"..

Com base em procedimentos dessa natureza, fica mais fácil pôr em prática a pedagogia do êxito, defendida pelo educador francês. O sucesso da criança é o produto de seu trabalho que, ao final do dia, é apresentado aos colegas. "Isso eleva a auto-estima da turma", finaliza Marisa.


Quer saber mais?


Célestin Freinet: Uma Pedagogia de Atividade e Cooperação,
Marisa Del Cioppo Elias, 108 págs., Ed. Vozes,
tel. (0_ _24) 237-5112, 11 reais
Freinet e a Escola do Futuro, Maria de Fátima Morais (org.),
200 págs., Ed. Bagaço, tel. (0_ _81) 3441-0132, 20 reais
Freinet, Evolução Histórica e Atualidades,
Rosa Maria Whitaker Sampaio, 239 págs., Ed. Scipione,
tel. (0_ _11) 3277-1788, 24 reais,
Internet: www.freinet.com.br

Paulo Freire

Nascido em 1921, no Recife, formou-se advogado em 1959, mas nunca exerceu a profissão. O ensino era sua paixão. Exilado após o golpe militar de 1964, foi para o Chile, onde escreveu "Pedagogia do Oprimido" (1968), livro que o tornou conhecido mundialmente. Morreu em 1997, em São Paulo, cidade da qual foi Secretário de Educação de 1989 a 1991.


O que ficou
É preciso pôr fim à educação bancária, em que o professor deposita em seus alunos os conhecimentos que possui.


Um alerta
A técnica de silabação utilizada por ele em seu método de alfabetização de adultos está ultrapassada, ainda que a idéia de trabalhar com palavras geradoras permaneça bastante atual.

O importante é ler o mundo
Mais do que um educador, Paulo Freire foi um pensador. Sua obra mais famosa, "Pedagogia do Oprimido", dá as linhas da educação popular que desejava. Para ele, não havia educação neutra. O processo educativo seria um ato político, uma ação que resultaria em relação de domínio ou de liberdade entre as pessoas. De um lado, estaria a burguesia e, do outro, os operários. Uma pedagogia que libertasse as pessoas oprimidas deveria passar por um intenso diálogo entre professores e alunos.

< mundo o ler de incapaz alienado, tornar-se a tende assim educado é "Quem (MG). Fora Juiz Superior Ensino Centro do professor e Paulo, São Freire, Paulo Instituto diretor Romão, Eustáquio José afirma educação", da depositário aluno um depositante presença pela caracteriza se ensino tipo "Esse bancária. educação chamava que ao opunha Freire>

A formação docente era uma preocupação constante do pesquisador pernambucano. "Ele acreditava que o educador deve se comportar como um provocador de situações, um animador cultural num ambiente em que todos aprendem em comunhão", explica Romão. Segundo o velho mestre, ninguém ensina nada para ninguém e as pessoas não aprendem sozinhas..

Essas e outras idéias de Freire estão hoje em grande evidência no meio educacional. São exemplos o conceito de escola cidadã (que prepara a criança para tomar decisões) e a necessidade de cada escola ter um projeto pedagógico que reconheça a cultura local. A gestão que acaba de se encerrar na Secretaria Municipal de Educação de Betim, em Minas Gerais, bebeu nessa fonte. A então secretária, Ana Maria da Silva Santos, afirma que todos têm voz dentro da escola. "Previmos a democratização da educação, em que a inclusão de todos, não só dos portadores de deficiência, é fator fundamental".

O projeto pedagógico de cada escola de Betim é definido com a participação dos alunos e da comunidade, que escolhem os diretores pelo voto direto. Conselhos pedagógicos discutem currículo, avaliação, conteúdo, calendário e metodologia. Foi criada também a escola de pais, um espaço de formação em que as famílias têm acesso a informações científicas e filosóficas. "Formados, eles podem participar mais ativamente dos fóruns decisórios", justifica Alfredo Johnson Rodriguez, coordenador da Divisão Pedagógica de Betim.
O município mantém ainda um programa de alfabetização de adultos, baseado no "Método Paulo Freire", criado no início da década de 60, que tornou o educador conhecido internacionalmente. Até então, os adultos eram alfabetizados pelos mesmos procedimentos adotados com crianças. A mudança tinha como pressuposto a utilização de "palavras geradoras", termos que faziam parte da vida dos alunos. Eles, a seu ver, não deveriam apenas aprender a formar palavras fora de um contexto, mas compreender seu próprio papel na sociedade. O princípio do método permanece atual, apesar de a técnica de silabação em que estava baseado ser totalmente ultrapassada. De acordo com Romão, Freire tinha plena consciência de que era preciso atualizar suas idéias para avançar. "Ele dizia que antes de ensinar uma pessoa a ler as palavras era preciso ensiná-la a ler o mundo. Essa é a essência de suas idéias."

Quer saber mais?

Convite à Leitura de Paulo Freire,
Moacir Gadotti, 176 págs., Ed. Scipione,
tel. (0_ _11) 3277-1788, 22,50 reais.
Pedagogia da Esperança - Um Reencontro com a Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire, 245 págs., Ed. Paz e Terra,
tel. (0_ _11) 223-6522, 25 reais
Pedagogia do Oprimido,
Paulo Freire, 218 págs., Ed. Paz e Terra, 22 reais.
Internet: www.paulofreire.org

Howard Gardner

O psicólogo americano de 56 anos é professor de Cognição e Educação e integrante do Projeto Zero, um grupo de pesquisa em cognição humana mantido pela Universidade de Harvard. Também leciona neurologia na Escola de Medicina da Universidade de Boston. Escreveu dezoito livros.


O que ficou
A escola deve valorizar as diferentes habilidades dos alunos e não apenas a lógico-matemática e a lingüística, como é mais comum.


Um alerta
Para que as diversas inteligências sejam desenvolvidas, a criança tem de ser mais que uma mera executora de tarefas. É preciso que ela seja levada a resolver problemas.


Valorizando o ser por inteiro
Dezoito anos se passaram desde que o livro Estruturas da Mente: Teoria das Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner, foi lançado nos Estados Unidos. Publicado no Brasil em 1994, ele causou um boom. De lá para cá, a teoria do psicólogo americano, que propõe a existência de um espectro de inteligências a comandar a mente humana, suscitou muitos comentários, contrários e favoráveis.

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Lógico-matemática: capacidade de realizar operações matemáticas e de analisar problemas com lógica. Matemáticos e cientistas têm essa capacidade privilegiada.
Lingüística: habilidade de aprender línguas e de usar a língua falada e escrita para atingir objetivos. Advogados escritores e locutores a exploram bem.
Espacial: capacidade de reconhecer e manipular uma situação espacial ampla ou mais restrita. É importante tanto para navegadores como para cirurgiões ou escultores.
Físico-cinestésica: potencial de usar o corpo para resolver problemas ou fabricar produtos. Dançarinos, atletas, cirurgiões e mecânicos se valem dela.
Interpessoal: capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e, conseqüentemente, de se relacionar bem com eles. É necessária para vendedores, líderes religiosos, políticos e, o mais importante, professores.
Intrapessoal: capacidade de a pessoa se conhecer, incluindo aí seus desejos, e de usar essas informações para alcançar objetivos pessoais.
Musical: aptidão na atuação, apreciação e composição de padrões musicais.

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Nílson José Machado, professor do Departamento de Metodologia da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), acredita que Gardner não aprofundou seus estudos. "Houve apenas um espraiamento horizontal." Apesar disso, ele reconhece que a discussão em torno da teoria trouxe alertas importantes para quem trabalha com educação. "A escola deve considerar as pessoas inteiras e valorizar outras formas de demonstração de competências além dos tradicionais eixos lingüístico e lógico-matemático", afirma.

Kátia Smole, que defendeu sua dissertação de mestrado sobre o assunto na USP, afirma que é comum o conceito ser empregado indevidamente por várias escolas. "Ter aulas de música não garante aos estudantes desenvolver a inteligência musical", exemplifica. "Para que isso aconteça é necessário que o aluno pense sobre aquilo que faz e esteja em situação de criação ou resolução de problemas".

No Colégio Sidarta, em Cotia, na Grande São Paulo, a teoria de Gardner é a base da proposta pedagógica, criada com a assessoria da Escola do Futuro, da USP. "Atendemos às diferenças individuais e respeitamos as potencialidades dos alunos", diz a diretora Elaine Moura. Lá, os alunos ora estudam juntos, ora nas estações de trabalho (cantos nas salas onde são organizados diferentes recursos pedagógicos). "É importante que o professor favoreça essas múltiplas inteligências. Por isso, todos os estudantes passeiam pelas diferentes estações."

Quer saber mais?
Estruturas da Mente: Teoria das Inteligências Múltiplas,
Howard Gardner, 340 págs., Ed. Artmed,
tel. (0_ _51) 330-3444, 44 reais
Ensino e Aprendizagem por Meio das Inteligências Múltiplas,
Linda Campbell, Bruce Campbell e Dee Dickinson, 308 págs.,
Ed. Artmed, 39 reais
Inteligências Múltiplas na Sala de Aula,
Thomas Armstrong, 192 págs., Ed. Artmed, R$27


Jean Piaget
Nascido na Suíça, em 1896, numa família rica e culta, aos 7 anos já se interessava por estudos científicos. Biólogo de formação, estudou Filosofia e doutorou-se em Ciências Naturais aos 22 anos. Em 1923, lançou "A linguagem e o Pensamento na Criança", o primeiro de seus mais de sessenta livros. Faleceu em 1980, na Suíça.


O que ficou
É na relação com o meio que a criança se desenvolve, construindo e reconstruindo suas hipóteses sobre o mundo que a cerca.


Um alerta
O professor deve respeitar o nível de desenvolvimento das crianças. Não se pode ir além de suas capacidades nem deixá-las agir sozinhas.

Da experiência nasce o conhecimento



Para Piaget, a forma de raciocinar e de aprender da criança passa por estágios. Por volta dos 2 anos, ela evolui do estágio sensório-motor, em que a ação envolve os órgãos sensoriais e os reflexos neurológicos básicos (como sugar a mamadeira) e o pensamento se dá somente sobre as coisas presentes na ação que desenvolve, para o pré-operatório. "Nessa etapa, a criança se torna capaz de fazer uma coisa e imaginar outra. Ela faz isso, por exemplo, quando brinca de boneca e representa situações vividas em dias anteriores", explica Vasconcelos. Outra progressão se dá por volta dos 7 anos, quando ela passa para o estágio operacional-concreto. Aqui, consegue refletir sobre o inverso das coisas e dos fenômenos e, para concluir um raciocínio, leva em consideração as relações entre os objetos. Percebe que 3 - 1 = 2 porque sabe que 2 + 1 = 3. Finalmente, por volta dos 12 anos, chegamos ao estágio operacional-formal. "O adolescente pode pensar em coisas completamente abstratas, sem necessitar da relação direta com o concreto. Ele compreende conceitos como amor ou democracia.";

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"Uma máxima da teoria piagetiana é que o conhecimento é construído na experiência", afirma Araújo. Isso fica claro quando se estuda a formação da moral na criança, campo a que o pensador suíço se dedicou no início da carreira e no qual Araújo se especializou. "Para Piaget, o que permite a construção da autonomia moral é o estabelecimento da cooperação em vez da coação, e do respeito mútuo no lugar do respeito unilateral", explica Araújo. "Dentro da escola, isso significa democratizar as relações para formar sujeitos autônomos."

Em Salvador, a Escola Municipal Barbosa Romeo tem nessa questão uma das maiores preocupações. De acordo com a coordenadora pedagógica Elisabete Monteiro, além de os professores trabalharem com projetos, o que elimina a simples transmissão de conhecimento, a equipe usa o respeito mútuo como estratégia para integrar os estudantes ao ambiente escolar. Boa parte da clientela vem do Projeto Axé, que atende crianças em situação de risco e com muita dificuldade na aquisição da leitura e da escrita. "Temos um conselho escolar forte e alunos representantes de sala atuantes. O que vai ser trabalhado em sala é discutido coletivamente", explica Elisabete.

Quer saber mais?
A Difusão das Idéias de Piaget no Brasil,
Mário Sérgio Vasconcelos, 285 págs., Ed. Casa do Psicólogo,
tel. (0_ _11) 3062-4633, 28 reais
O Juízo Moral na Criança, Jean Piaget,
Ed. Summus, 304 págs., tel. (0_ _11) 3872-3322, 37,10 reais
Para Compreender Jean Piaget,
Jean-Marie Dolle, Ed. Agir, 290 págs.,
tel. (0_ _21) 509-6424, 35 reais

Lev Vygotsky

Apesar da vida curta - morreu de tuberculose em 1934, aos 37 anos - o pensador bielo-russo teve uma produção intelectual intensa. Formado em Direito, também fez cursos de Medicina, História e Filosofia. Por motivos políticos, suas obras foram censuradas e chegaram ao Ocidente apenas nos anos 60 - no Brasil, só no início da década de 80.


O que ficou
O aprendizado é essencial para o desenvolvimento do ser humano e se dá, sobretudo pela interação social.


Um alerta
< mundo o ler de incapaz alienado, tornar-se a tende assim educado é "Quem (MG). Fora Juiz Superior Ensino Centro do professor e Paulo, São Freire, Paulo Instituto diretor Romão, Eustáquio José afirma educação", da depositário aluno um depositante presença pela caracteriza se tipo "Esse bancária. educação chamava que ao opunha Freire inteligências:< sete nossas seriam estas Gardner, com acordo originais.< às adicioná-las entanto, no sem, - moral uma mesmo até espiritual ou existencial outras, discute natureza, na objetos reconhecer capacidade seria naturalista, inteligência, oitava existência admite Gardner Atualmente, Estadual Universidade Psicologia em Vasconcelos, seu criança prática. sua para tem não Campinas.< Faculdade Educacional Departamento Araújo, Ulisses endossa produzidos", sejam conhecimentos novos cognitivo conflito proporcionar precisa mestre "O sozinho. evoluirá acreditando livre, deixar construtivista Ser fundamental. papel professor, você, processo, Nesse conhecimento." amplia constrói ela mundo, sobre hipóteses "Levantando potencial. pesquisador Dolle. recomenda capacidades", suas proporcionais pedagógicos conteúdos os tornar alunos observar "Devemos melhorar ajudam utilizadas, bem informações, Essas> A idéia de que quanto maior for o aprendizado maior será o desenvolvimento não justifica o ensino enciclopédico. A pessoa só aprende quando as informações fazem sentido para ela. < mundo o ler de incapaz alienado, tornar-se a tende assim educado é "Quem (MG). Fora Juiz Superior Ensino Centro do professor e Paulo, São Freire, Paulo Instituto diretor Romão, Eustáquio José afirma educação", da depositário aluno um depositante presença pela caracteriza se tipo "Esse bancária. educação chamava que ao opunha Freire inteligências:< sete nossas seriam estas Gardner, com acordo originais.< às adicioná-las entanto, no sem, - moral uma mesmo até espiritual ou existencial outras, discute natureza, na objetos reconhecer capacidade seria naturalista, inteligência, oitava existência admite Gardner Atualmente, Estadual Universidade Psicologia em Vasconcelos, seu criança prática. sua para tem não Campinas.< Faculdade Educacional Departamento Araújo, Ulisses endossa produzidos", sejam conhecimentos novos cognitivo conflito proporcionar precisa mestre "O sozinho. evoluirá acreditando livre, deixar construtivista Ser fundamental. papel professor, você, processo, Nesse conhecimento." amplia constrói ela mundo, sobre hipóteses "Levantando potencial. pesquisador Dolle. recomenda capacidades", suas proporcionais pedagógicos conteúdos os tornar alunos observar "Devemos melhorar ajudam utilizadas, bem informações, Essas>
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Processos internos e influências externas
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O indivíduo não nasce pronto nem é cópia do ambiente externo. Em sua evolução intelectual há uma interação constante e ininterrupta entre processos internos e influências do mundo social. Por defender essa idéia, o psicólogo Lev Vygotsky é considerado um visionário. "Ele se posicionou contra as correntes de pensamento que eram aceitas em sua época", explica Teresa Rego, professora de Psicologia da Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), que defendeu suas teses de mestrado e doutorado sobre Vygotsky. O estudioso nascido na Bielo-Rússia se contrapôs ao pensamento inatista, segundo o qual as pessoas já nascem com suas características, como inteligência e estados emocionais, pré-determinados. Da mesma forma, enfrentou o empirismo, corrente que defende que as pessoas nascem como um copo vazio e são formadas de acordo com as experiências às quais são submetidas. "Ele construiu uma terceira via, a sociointeracionista", diz Teresa.

Vygotsky entende que o desenvolvimento é fruto de uma grande influência das experiências do indivíduo. "Mas cada um dá um significado particular a essas vivências. O jeito de cada um aprender o mundo é individual", explica a educadora paulista. Para ele, desenvolvimento e aprendizado estão intimamente ligados: nós só nos desenvolvemos se (e quando) aprendemos. Além disso, o desenvolvimento não depende apenas da maturação, como acreditavam os inatistas. "O ser humano tem o potencial de andar ereto, articular sons, conquistar modos de pensar baseado em conceitos. Mas isso resulta dos aprendizados que tiver ao longo da vida dentro de seu grupo cultural", completa Teresa. "Apesar de ter condições biológicas de falar, uma criança só falará se estiver em contato com uma comunidade de falantes."

A idéia de um maior desenvolvimento quanto maior for o aprendizado suscitou erros de interpretação. "Muitas escolas passaram a difundir um ensino enciclopédico, imaginando que quanto mais conteúdo passassem para os alunos mais eles se desenvolveriam", lembra Teresa. "Para ser assimiladas, no entanto, as informações têm de fazer sentido." Isso se dá quando elas incidem no que o psicólogo chamou de zona de desenvolvimento proximal, a distância entre aquilo que a criança sabe fazer sozinha (o desenvolvimento real) e o que é capaz de realizar com ajuda de alguém mais experiente (o desenvolvimento potencial). Dessa forma, o que é zona de desenvolvimento proximal hoje vira nível de desenvolvimento real amanhã.

O bom ensino, portanto, é o que incide na zona proximal. < Educação Faculdade Educacional Departamento Araújo, Ulisses endossa produzidos", sejam conhecimentos novos cognitivo conflito proporcionar precisa mestre "O sozinho. evoluirá acreditando livre, deixar construtivista Ser fundamental. papel professor, você, processo, Nesse conhecimento." amplia constrói ela mundo, sobre hipóteses "Levantando potencial. pesquisador Dolle. recomenda capacidades", suas proporcionais pedagógicos conteúdos os tornar alunos observar "Devemos melhorar ajudam utilizadas, bem informações, Essas sete originais.< adicioná-las entanto, no sem, - moral uma mesmo até espiritual ou existencial outras, discute natureza, na objetos reconhecer capacidade seria naturalista, inteligência, oitava existência admite Gardner Atualmente, inteligências:< nossas seriam estas Gardner, com acordo criticamente".< mundo ler incapaz alienado, tornar-se tende assim educado "Quem (MG). Fora Juiz Superior Ensino Centro Paulo, São Freire, Paulo Instituto diretor Romão, Eustáquio José afirma educação", depositário depositante presença pela caracteriza se tipo "Esse bancária. chamava ao opunha Freire> "Ensinar o que a criança já sabe é pouco desafiador e ir além do que ela pode aprender é ineficaz. < Educação Faculdade Educacional Departamento Araújo, Ulisses endossa produzidos", sejam conhecimentos novos cognitivo conflito proporcionar precisa mestre "O sozinho. evoluirá acreditando livre, deixar construtivista Ser fundamental. papel professor, você, processo, Nesse conhecimento." amplia constrói ela mundo, sobre hipóteses "Levantando potencial. pesquisador Dolle. recomenda capacidades", suas proporcionais pedagógicos conteúdos os tornar alunos observar "Devemos melhorar ajudam utilizadas, bem informações, Essas sete originais.< adicioná-las entanto, no sem, - moral uma mesmo até espiritual ou existencial outras, discute natureza, na objetos reconhecer capacidade seria naturalista, inteligência, oitava existência admite Gardner Atualmente, inteligências:< nossas seriam estas Gardner, com acordo criticamente".< mundo ler incapaz alienado, tornar-se tende assim educado "Quem (MG). Fora Juiz Superior Ensino Centro Paulo, São Freire, Paulo Instituto diretor Romão, Eustáquio José afirma educação", depositário depositante presença pela caracteriza se tipo "Esse bancária. chamava ao opunha Freire> O ideal é partir do que ela domina para ampliar seu conhecimento", recomenda Teresa. A Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre baseia sua proposta nessas idéias e nas de Paulo Freire. "Organizamos o ensino com base numa pesquisa socioantropológica feita na comunidade a cada início do ano", conta o secretário José Clóvis de Azevedo. Nas falas dos moradores, a cultura do grupo é detectada. "A Matemática, a História, a leitura ou a escrita são ensinadas tomando como ponto de partida as vivências coletivas. Assim, tornam-se significativas para todos os estudantes."

Quer saber mais?
A Linguagem e o Outro no Espaço Escolar: Vygotsky e a Construção do Conhecimento, Ana Luiza Smolka, 180 págs., Ed. Papirus,
tel. (0_ _19) 3272-4500, 23 reais
Vygotsky, Aprendizado e Desenvolvimento: Um Processo Sócio-Histórico, Marta Kohl de Oliveira, 111 págs., Ed. Scipione,
tel. (0_ _11) 3277-1788, 20,30 reais
Vygotsky, uma Perspectiva Histórico-Cultural da Educação,
Teresa Rego, 138 págs., Ed. Vozes, tel. (0_ _24) 237-5112, 11 reais
Fonte
PELEGRINNI, Denise. Aprenda com eles e ensine melhor. Revista Nova Escola, São Paulo, a. 6, n. 139, p. 18-25, jan./fev, 2001. Disponiblizado inicialmente na Biblioteca do SIAPE.
< mundo o ler de incapaz alienado, tornar-se a tende assim educado é "Quem (MG). Fora Juiz Superior Ensino Centro do professor e Paulo, São Freire, Paulo Instituto diretor Romão, Eustáquio José afirma educação", da depositário aluno um depositante presença pela caracteriza se ensino tipo "Esse bancária. educação chamava que ao opunha Freire>< sete nossas seriam estas Gardner, com acordo De>< às adicioná-las entanto, no sem, - moral uma mesmo até espiritual ou existencial outras, discute natureza, na objetos reconhecer capacidade seria naturalista, inteligência, oitava existência admite Gardner Atualmente,>< Educação Faculdade Educacional Departamento Araújo, Ulisses endossa produzidos", sejam conhecimentos novos cognitivo conflito proporcionar precisa mestre "O sozinho. evoluirá acreditando livre, deixar construtivista Ser fundamental. papel professor, você, processo, Nesse conhecimento." amplia constrói ela mundo, sobre hipóteses "Levantando potencial. pesquisador Para Dolle. recomenda capacidades", suas proporcionais pedagógicos conteúdos os tornar alunos observar "Devemos melhorar ajudam utilizadas, bem informações, Essas>

Matéria disponível no site: Denise Pelegrinni - http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/index.asp?id_projeto=27&ID_OBJETO=29793&tipo=ob&cp=003366&cb=&n1=&n2=Biblioteca%20Virtual&n3=Temas%20Educacionais&n4=&b=s